Culto de Oração

Venha Orar e Clamar ao Senhor junto conosco! Toda Terça-feira, às 19h00.

Culto de Doutrina

Venha Aprender da Palavra de Deus junto conosco! Toda Quinta-feira, às 19h00.

Culto Evangelístico

Levando o Evangelho de Jesus Cristo a todos os que necessitam! Toda Sexta, às 19h30.

Jovens com Propósito

Venha Bendizer e Exaltar o Nome do Senhor junto com os jovens! Todo Sábado, às 16h30.

Escola Bíblica Infantil

Traga seus filhos para aprenderem mais do Senhor na EBD Infantil! Todo Domingo, às 08h00.

Escola Bíblica Dominical

Venha Estudar a Bíblia e Aprender da Palavra de Deus na EBD! Todo Domingo, às 09h00.

Culto de Louvor e Adoração

Venha Louvar e Adorar ao Senhor Jesus junto conosco! Todo Domingo, às 19h00.

DIARIO DE UMA MISSÃO! TABULEIRO!

Estivemos hoje com o Ev. Marcio que pastoreia a Igreja em Riacho de Santana e o irmão Antonimarcio visitando a comunidade do Tabuleiro. Uma região que fica depois do rio que vem de São Gonçalo, e cruza as Várzeas de Sousa. Uma região muito sofrida por causa da seca, mas privilegiada de uma visão espetacular que compartilharemos com os irmãos. Visitamos a casa de Raimunda que acabou de ganhar um filho, e oramos por ele (Rafael) já que faz dois dias que nasceu mas ainda não tinha urinado. Cremos que Deus vai fazer grandes coisas através daquela família...
Tomamos um café delicioso naquela residencia e oramos muito por todas as famílias daquele lugar. Ainda conhecemos a residencia onde realizaremos um culto evangelístico.
Rafael, o menino por quem oramos






Ev. Marcio, esteve cooperando naquele lugar carente da palavra de Deus


Ev Daniel, responsável pela obra naquele lugar 


Antonimarcio da cidade de Riacho de Santana cooperou na evangelização





Bela vista da cidade de Sousa 
 Um lugar carente da palavra de Deus, e é nosso dever anunciar ali que Jesus salva o pecador de seus pecados e que ele nos ama.



27º ENCONTRO DE JOVENS DA REGIÃO OESTE RN/PB/BA



Ser adorador é mais do que pronunciar palavras.
È mais do que entoar cânticos.
É se sacrificar gratuitamente, não por ambição mesmo que espiritual.
O Sacrifício tem que ser incondicional...
Não motivado por engôdos terrenos, ou temor de seu juízo.
Mas sim movido por um coração quebrantado e contrito. Isso Deus não despreza
Ele não rejeita um coração quebrantado em pedaços, desejando ardentemente ser tratado por seu Criador
Se pra chegar a Ele nosso "eu" é o obstaculo maior, que ele saia do caminho pois desejamos o Senhor mais do que a nós mesmos.

Não deixe de participar desta festa, onde estaremos louvando a Deus com a nossa vida...

Por Evangelista Daniel Ferreira

O bom perfume





Irmãos, irmãs e amigos graça, misericórdia  e paz vos sejam multiplicadas. Outro dia eu estava na comunidade do Sítio Queimadas, após a realização de um culto, aguardando o início da vigília de oração que começaria em instantes, e próximos ao local onde aconteceu o culto  vigília, temos uma área coberta de uma vegetação chamada jurema. Todos aqui no Nordeste, especialmente nós que moramos aqui no Rio Grande do Norte, conhecemos esta vegetação. Jurema. Neste período, mais para o final do ano, a jurema cumpre o seu papel de floração, e exala um perfume bastante agradável. Um irmão que estava próximo de mim me observou, está vendo pastor, dizem que a gripe que o povo sofre neste período, é por causa da floração da Jurema. Eu lhe respondi, pelo contrário, a jurema tem a sua floração agora,  exatamente por causa da  gripe que assola o povo neste período. Aquele perfume exalado pela jurema ajuda a desobstruir as vias respiratórias provocando alívio no doente. Além disso,  a flor da jurema contém uma substancia chamada necta que as abelhas aproveitam  para fazer o mel que nós saboreamos com tanto prazer. Bom perfume este da flor da jurema. Neste momento lembrei-me de outro perfume, muito mais aprazível e valoroso que o perfume da jurema. O perfume de Cristo. E aí você pergunta, e Cristo tem perfume?. Tem e do bom. Olha como o apóstolo Paulo qualifica este perfume: Porque para Deus somos o bom perfume de Cristo, nos que se salvam e nos que se perdem. Para estes, certamente cheiro de morte para morte; mas para aqueles cheiro de vida para vida. E para estas coisas quem é idôneo?  II Coríntios 02;15-16 E aí o paralelo entre a jurema e o crente em Jesus, fica mais saudável ainda. Tanto o perfume da jurema é benéfico para a humanidade, como o perfume de Cristo no crente. Paulo diz que este perfume tanto exerce influencia nos que se perdem,como  nos que se salvam. Para os que se perdem, este é um cheiro de morte, para os que se salvam, cheiro de vida. No caso o crente carrega consigo o bom perfume de Cristo para o bem de todo aquele que se aproxima do Senhor e o recebe como salvador. Você sabia dessa? Fica fácil, portanto a gente entender porque é que a jurema faz a sua floração neste período. Não somente porque é a primavera, mas também porque os doentes precisam respirar o bom perfume que estas flores  exalam. Cristo também capacita o crente a exalar o bom perfume para a vida eterna, enchendo de benefício espiritual os que por ele são alcançados e exalam deste bom perfume. Em qualquer lugar que você mora, seja qual for a cor da sua pele, tenha você ou não qualquer nível social, seja religioso ou não, exerça influencia no mundo da economia ou seja um pedinte, este bom perfume de Cristo te alcança, te abençoa, te renova, e te enche do seu Espírito Santo. Então já não é preciso pensar que não será alcançado por alguma razão, o bom perfume de Cristo nos alcança, mesmo que não tenhamos nenhuma condição humana ou espiritual, ele nos alcança assim mesmo, e nós temos só é que glorificar o Senhor e a sua glória porque teve piedade de nós e nos abençoou com toda sorte de bênçãos espirituais em Cristo. Eita bom perfume de Cristo que não exclui ninguém. Vale a pena confiar e celebrar. Irmãos, irmãs e amigos, graça misericórdia e paz vos sejam multiplicadas.

ESTADO INTERMEDIÀRIO





 Conceitos errôneos:

1.      Conceito Católico; De acordo com esta doutrina as pessoas totalmente puras depois da morte entram imediatamente no céu, mas os que ainda têm pecados serão submetidos a um período no purgatório para perdão de pecados. Um Lugar onde o PAPA tem jurisdição e pode conceder indulgencias para abranger os sofrimentos lá ou diminui-los. O Limbus patrum e o lugar onde os pais do antigo testamento ficam por que não ouviram a palavra de Deus, e o Limbus Infantum o lugar das crianças que morreram sem crescer.
Versiculos que contradizem essa teoria  1Pe 3.18; Hb 9.27.
2.      Psicopaniquia; SONO DA ALMA, Devido a Bíblia muitas vezes descrever a morte como um sono, Mt 9.24; AT7.60; 1CO 15.51; 1TS 4.13. Dizem que este sono é o estado inconsciente e acredita-se que o homem só terá encontro com Deus ou com o Inferno no Juízo final. Por isso é impossível encontrar o seu destino logo após a morte. Argumentam que nenhum dos que ressuscitaram trouxeram relatos de sua volta dos mortos.
3.      A Doutrina da Segunda Prova; Essa doutrina afirma que depois da morte ainda existe uma chance de crer em Jesus e assim aceita-lo, para serem salvos. O argumento é que talvez essas pessoas não tenham ouvido a palavra enquanto vivos, e que por isso tem que ser submetidos a escolha de crer ou não em Jesus para serem salvos ou condenados.
Versiculos que contradizem essa teoria  1Pe 1.10,11; Hb 11.27.

Primeiro em relação ao purgatório. É impossível acreditar na doutrina de um lugar de punição constante onde nos purificamos dos nossos pecados e continuar acreditando em Jesus e sem sua obra. Simplesmente porque são doutrinas antagônicas. Em 1 Pe 3.18 “Por que também Cristo padeceu uma vez pelos pecados o Justo pelos injustos...” Se a doutrina do purgatório é verdadeira  então Cristo em sua morte falhou e não pôde levar injustos a Deus através da sua morte na Cruz, e sua morte uma única vez seria ineficaz sendo necessário outros sacrifícios e punições para justificar os injustos. Resumindo seria necessário desacreditar a Bíblia para acreditar no Purgatório, pois ela afirma claramente que depois da morte  segue-se o Juízo. HB 9.27
Em segundo lugar, o texto de 1Pe 1.11,12 esta claro que pelo Espírito de Cristo que estava neles(os profetas) eles não só compreenderam como ministravam coisas pertinentes a Salvação. Isso nos ensina que mesmo sem terem visto Jesus falar eles ouviram a palavra que foi anunciada através dos profetas mediante o Espírito Santo.
Isso torna o Limbus Patrum desnecessário, e a fé é suficiente para justificar os pecadores antigos. Rm 4.3; Hb11.39,40. E os que não ouviram de forma nenhuma continuam indesculpáveis conforme Romanos 1.18-20.

Conceito Bíblico

1.      PRA ONDE VAI A ALMA DO CRENTE DEPOIS DA MORTE?
A Bíblia ensina que alma do crente após a morte (separação do corpo), entra na presença de Jesus. 2CO 5.8; Fp 1.23 Lucas 23.43; 2Co 12.3,4; 2 Co 5.1. HB 12.22,23.1TS 5.10 Ap 14.13.
2.      PRA ONDE VAI A ALMA DO IMPIO DEPOIS DA MORTE ?
A palavra nos diz em Lucas 16.19-31, que o rico achou-se imediatamente em tormentos e que procurou alivio para dor e uma forma de evitar que os seus parentes viessem para o Lugar onde ele estava.



O PROFUNDO AMOR DE DEUS POR NÓS
Pr. Raul Marques

Jesus Chorou” João 11:35

U
m dos textos mais populares e mais expressivos da Bíblia se encontra no Evangelho de João, capítulo 3, e versículo 16: “Deus amou o mundo de tal maneira, que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crê, não pereça, mas tenha a vida eterna”.  É, certamente, o versículo mais citado na evangelização dos povos, e de onde já foram extraídos os mais relevantes sermões que a humanidade tenha ciência. Nele estão revelados os mais profundos sentimentos de Deus por nós: o Amor, a Graça e a Salvação. Jesus Cristo materializou este vaticínio de Deus de maneira extraordinariamente sobrenatural e definitiva. Ele revelou ao mundo em Si mesmo a realidade da fé, a inequívoca prova da existência de Deus, Criador e mantenedor de toda a existência, de todos os seres e de todas as coisas.
Há, no entanto, outro versículo bíblico, que nos revela a profundidade filosófica do seu conteúdo, com a expressão do sentimento do luto de Deus diante da finitude humana. Jesus sempre foi muito bem relacionado socialmente. Sempre teve apreço e afeição por todas as pessoas, inclusive por aquelas que o ignoravam ou até o desprezavam. No capítulo 11 do seu Evangelho, João faz o relato da morte de um homem que era um amigo muito próximo de Jesus, de quem Ele apreciava a companhia e a hospitalidade familiar. Ocorreu, portanto, a morte repentina deste amigo chamado Lázaro, quando Jesus fazia a sua peregrinação evangelística. Quando ficou sabendo do fato, Jesus não se deteve diante da morte e, no meio do caminho, cuidou de mais alguém que dele necessitava, até que chegou no velório do estimado amigo. Lá Ele encontrou um quadro aterrador: pranto, desolação, desesperança, solidão e desespero. Diante daquele infausto ocorrido, “Jesus chorou!”; Ele não conteve a emoção e desatou a chorar... A demonstração de Jesus com as lágrimas comoveu a multidão que se aglomerava nas proximidades da casa da família, e mais ainda, diante do túmulo onde fora posto o cadáver do seu amigo.
Nesta expressão aparentemente simples e natural de que “Jesus chorou”, está contida toda a significação do sentimento mais que humano da perda, do luto, da impotência do homem perante a realidade da morte; enfim, do mais concreto descontrole do homem sobre si mesmo. Quando Jesus chorou, Ele expressou a dor mais solitária e mais concreta da humanidade. Ele permitiu que todos vissem a total dependência que temos de Deus. Ele sofreu, não apenas pela concretude da morte física, mas, sobremaneira, pela excrescência do pecado que possibilitou a separação entre a criatura e o Seu Criador. Ele chorou por sentir a indescritível fragilidade humana; Ele lamentou o fato de que ali ninguém percebia quem Ele realmente era; não apenas o homem – Jesus -, mas, o próprio Deus Emmanuel, que tinha um propósito definido naquele lugar que serviria como o símbolo maior e mais significativo a possibilidade de não morrer para sempre. Todos ali entenderiam mais tarde o significado de Suas palavras, quando afirmou: “Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá” João 11:25. Você conhece alguém, em toda a literatura mundial, que tenha registrado o Seu amor por cada um de nós com tanta lucidez e verdade? Você conhece alguém que tenha vinda até nós, não para levar consigo o que, por ventura, tivéssemos de bom, mas, para “levar sobre Si toda nossa iniqüidade?”. Jesus fez exatamente isto: “o castigo que nos trás a paz estava sobre Ele, e pelas Suas pisaduras fomos sarados!” Isaías 53.4-5.          

Por Pr Raul Marques

11° Aniversario da Igreja de Cristo em Pau dos Ferros!

A Igreja de Cristo em Pau dos Ferros iniciou sua caminhada em 15 de Setembro de 2001. O tempo passou mas igreja jamais deixou de semear em tempos bons e ruins, em oposição dos dentro ou perseguição dos de fora. Mas Deus que jamais abandona seu povo, fez chover sobre a igreja uma tempestade de Bençãos hoje colhemos frutos na caminhada onde muito já foi semeado; Ev. Fabio, Ev Magnus, Pr Luis Carlos e hoje o Ev Barbosa tem a responsabilidade de dar continuidade a semeadura sem parar de colher os frutos do caminho.





O Ev Daniel foi ministrante da palavra 


O Culto foi bastante concorrido, apesar das movimentações politicas que circundaram
a reunião, o povo pode adorar a Deus


O Ministério de Louvor Diante do Rei Jesus foi responsável pelos momentos de adoração 


Momentos de adoração ao som de louvores inspirados








Grupos de louvor das obreiras e dos Jovens também tiveram
participação na reunião 


O Pr Luis Carlos que pastoreou a Igreja durante 5 anos também participou
louvando a Deus


O Pr Higino foi o dirigente da reunião

Que o Senhor abençoe a Igreja na sua caminhada sempre carregando a semente palavra capaz de aquecer corações frios e mortos neste mundo tenebroso. Sem ELe nada podemos fazer.

Por Ev. Daniel Ferreira

A FESTA DA DEMOCRACIA


A festa da democracia
Irmãos, irmãs e amigos, graça, misericórdia e paz vos sejam multiplicadas. Estamos vivendo um momento propício para festas, manifestações, caminhadas, discursos, palpites, previsões, discórdias, paixões, fanatismo, tudo faz parte deste momento da disputa política vivida por todos os brasileiros. Como a eleição é municipal, os ânimos são mais acirrados, e a paixão pelos candidatos e partidos, se tornam mais claros e mais freqüentes  em um nível mais elevado. É tanto que alguns que não gostam destas manifestações afirmam ser a disputa política um mal para o povo. Mas, a verdade e a realidade nos dizem que estamos vivendo nada mais nada menos, a festa da democracia. Houve um tempo em que não era assim, quando o povo não podia falar, se manifestar nem gritar o nome de quem deveria lhe representar ou conduzir os destinos do município, do Estado ou do país. A lei do silencio, da amordaça, e da repressão impedia que o povo fizesse a sua festa e gritasse pela sua esperança em dias mais promissores e felizes. Foi um tempo longo e duro, que somente os de idade mais avançada se lembram de tanta proibição, de tantas mortes, de tanto silencio de tantas perseguições e de crimes não explicados. O povo brasileiro é de índole extrovertida, que quer participar, opinar, escolher e fazer ecoar a sua liberdade através das suas manifestações mais legítimas e claras. A democracia oportuniza todas estas manifestações e em sintonia com esta força de expressão que nasce do coração de cada brasileiro termina provocando uma festa sem igual neste período que se repete a cada dois anos, quando somos convocados para escolhermos livremente os nossos representantes e gestores, como hoje se vê. Apesar de alguns pequenos exageros de quem invade a liberdade dos outros,  o que é lamentável em todos os aspectos, mas o que importa é o clima de liberdade que a democracia nos proporciona.  Pois a  liberdade é o bem maior da criatura humana, e a sua expressão,  a forma mais legítima de proclamá-la. As manifestações que vemos hoje nas ruas, nas praças, nos auditórios, nos sindicatos, nas universidades, nas grandes e pequenas cidades, nas comunidades, nas escolas, nos campos e nos grandes centros, é a festa do povo legitimada pela democracia, sepultando de vez um passado que ficou para trás deixando suas marcas indelevelmente fixadas no coração do povo, até que a democracia desfraldando a bandeira da liberdade, apareceu para festejar. Como dizia o ex-presidente Tancredo Neves: “As alvoradas da liberdade não surgem como um 
acontecimento natural. As manhãs da liberdade se fazem com a vigília 
corajosa dos homens que exorcizam com sua fé os fantasmas da tirania”.   E ainda:  “Restaurar a democracia é restaurar a República. É edificar a Nova República, 
missão que estou recebendo do povo e se transformará em realidade pela força 
não apenas de um político, mas de todos os cidadãos brasileiros Portanto vale a pena acreditar na festa que a democracia faz. Irmãos, irmãs e amigos, graça, misericórdia e paz vos sejam multiplicadas. 

Por  Pastor David Marroque

II. Passagens do Novo Testamento Que Impõem Restrições ao Ministério Feminino


I Corintios

Examinemos, em seguida, outras passagens do Novo Testamento igualmente relevantes para a discussão, e que impõem restrições ao ministério feminino nas igrejas locais. Essas passagens não podem ser deixadas de fora de qualquer tratamento sério do assunto. É verdade que nenhuma delas diz explicitamente que mulheres não podem ser ordenadas como presbíteras, pastoras, ou bispas. Entretanto, todas elas impõem restrições ao ministério feminino, e exigem que as mulheres cristãs estejam submissas à liderança masculina. Essas restrições têm a ver primariamente com o ensino por parte de mulheres nas igrejas. Já que o governo das igrejas e o ensino público oficial nas mesmas são funções de presbíteros e pastores (cf. 1 Tm 3.2,4-5; 5.17; Tt 1.9), infere-se que tais funções não fazem parte do chamado cristão das mulheres.

A. 1 Coríntios 11.3-16

Escrevendo ao crentes de Corinto acerca de questões relacionadas com o culto público, Paulo aborda o problema causado por algumas mulheres que estavam orando, profetizando (e provavelmente falando em línguas) com a cabeça descoberta, isto é, sem o véu, contrariando assim o costume das igrejas cristãs primitivas (1 Co 11.16). A passagem é extremamente difícil de interpretar, e depende dos detalhes de um contexto histórico que não pode ser totalmente recuperado. Entretanto, os pontos principais do apóstolo na passagem são suficientemente evidentes.

1. Profetizando e orando com o véu

Ao que tudo indica, as mulheres de Corinto haviam entendido que o Evangelho havia abolido, não somente as diferenças raciais, como também qualquer diferença de função na Igreja entre homens e mulheres crentes. Possivelmente, estavam interpretando o ensino de Paulo acerca da igualdade do homem e da mulher na salvação, como tendo conseqüências imediatas quanto ao culto e ao serviço cristãos. Assim, estavam querendo abolir dos cultos públicos o uso do véu, que na cultura da época era a expressão externa do conceito da subordinação da mulher ao homem.
Aparentemente, algumas estavam reivindicando "direitos iguais" com um espírito contencioso (1 Co 11.16). Paulo não lhes nega o direito de participar do culto, mas insiste que elas devem faze-lo trajando o véu, expressão cultural do princípio permanente da subordinação feminina. Não usá-lo significava desonra, indecência, vergonha (11.5,6,14). O ensino de Paulo em 1 Coríntios 11 é que as mulheres devem participar do culto preservando o sinal de que estão debaixo da autoridade eclesiástica masculina.

2. O véu como símbolo de submissão à autoridade

No verso 10 Paulo se refere ao véu como sinal de autoridade (1 Co 11.10). O texto grego original diz literalmente que "a mulher deve trazer autoridade sobre a cabeça" (o)fei/lei h( gunh\ e)cousi/an e)/xein e)pi\ th=j kefalh=j). A interpretação da maioria dos estudiosos é que e)cousi/an ("autoridade") se refere ao véu, e que o mesmo simbolizava que a mulher estava debaixo da autoridade do homem. Tanto assim, que um grande número de versões inglesas traduzem e)cousi/ancomo "véu" ou como "símbolo de autoridade" (NASB, NRSV, NIV, NCV, NKJV, NAS, etc; ainda a versão Colombe, francesa, e Reina de Valera, espanhola, e a NVI, em português). Outras versões são mais explícitas ainda, e traduzem "símbolo da autoridade do homem" (como a TEV e a LB).(17)  Um paralelo bíblico é o de Gênesis 24.65, quando Rebeca, ao tomar conhecimento de que seria apresentada ao seu futuro marido e senhor, Isaque, tomou o véu e cobriu-se.
Em outras palavras, embora Paulo permita que a mulher profetize e ore no culto público, ele requer dela que se apresente de forma a deixar claro que está debaixo de autoridade, no próprio ato de profetizar ou orar. Para Paulo, a expressão externa da subordinação da mulher ao seu cabeça (o homem) durante o culto público seria o uso do véu, já que o mesmo, na cultura oriental da época (e mesmo em algumas culturas hoje) expressaria convenientemente este conceito.

3. Cabeça: autoridade sem superioridade

A argumentação de Paulo para fundamentar sua orientação vem de duas direções. Primeiro, Paulo argumenta teologicamente, a partir da subordinação de Deus Filho a Deus Pai. O Pai é o cabeça de Cristo, que por sua vez, é o cabeça do homem, e o homem o cabeça da mulher:
Quero, entretanto, que saibais ser Cristo o cabeça de todo homem, e o homem, o cabeça da mulher, e Deus, o cabeça de Cristo. Todo homem que ora ou profetiza, tendo a cabeça coberta, desonra a sua própria cabeça. Toda mulher que ora ou profetiza com a cabeça sem véu, desonra sua própriacabeça, porque é como se a tivesse rapada (1 Co 11.3-5 - minha ênfase).
Tomando-se kefalh/ ("cabeça") em seu sentido mais natural, de "autoridade", o que temos é uma declaração de Paulo de que Deus tem autoridade sobre Cristo, Cristo tem autoridade sobre o homem, e o homem tem autoridade sobre a mulher. Uma cadeia hierárquica que começa na Trindade e continua na igreja e na família. Podemos inferir (guardadas as devidas proporções) que, da mesma forma como a subordinação de Cristo ao Pai não o torna inferior — como afirma a fé reformada em sua doutrina da Trindade — a subordinação da mulher ao homem não a torna inferior. Assim como Pai e Filho, que são iguais em poder, honra e glória, desempenham papéis diferentes na economia da salvação (o Filho submete-se ao Pai), homem e mulher se complementam no exercício de diferentes funções, sem que nisto haja qualquer desvalorização ou inferiorização da mulher.
Em várias ocasiões o Novo Testamento determina que os crentes se sujeitem às autoridades civis (Rm 13.1-5; 1 Pe 2.13-17). Em nenhum momento, entretanto, este mandamento implica que os crentes são inferiores ou têm menos valor que os governantes. Igualmente, os filhos não são inferiores aos seus pais, simplesmente porque devem submeter-se à liderança deles (Ef 6.1). O conceito de subordinação de uns a outros tem a ver apenas com a maneira pela qual Deus estruturou e ordenou a sociedade, a família e a igreja.(18)

4. Implicações da criação

O segundo argumento de Paulo vem das Escrituras, mais especificamente do relato da criação em Gênesis 2. Para provar que a mulher é a glória do homem (e portanto a ele subordinada), Paulo escreve:
Porque o homem não foi feito da mulher, e sim a mulher, do homem [Gn 2.21-23]. Porque também o homem não foi criado por causa da mulher, e sim a mulher, por causa do homem [Gn 2.18] (1 Co 11.8-9).
Paulo vê nos detalhes da criação uma ordenação divina quanto aos diferentes papéis do homem e da mulher. Não somente a mulher foi criada do homem, como por causa dele. Para o apóstolo, Deus revelou pela forma como criou a mulher o seu propósito de que o homem fosse seu cabeça. E a intenção divina deveria ser refletida no culto público. Ou seja, a mulher deveria participar de forma condizente com sua condição de subordinação.
A implicação de 1 Coríntios 11 para o debate da ordenação feminina é clara. Se a mulher está debaixo da autoridade eclesiástica exercida pelo homem ao participar do culto, não pode exercê-la sobre ele. Ser ordenada como presbítera ou pastora implicaria que ela poderia ensinar aos homens com a autoridade que o ofício empresta, e participar do governo da igreja, exercendo autoridade sobre os homens crentes, o que contraria frontalmente o princípio ensinado por Paulo na passagem.
Há pontos difíceis de interpretar em 1 Coríntios 11, como por exemplo a menção de "anjos" no verso 10, e a referência à "natureza" no verso 14. Entretanto, nenhuma destas dificuldades é fatal para a compreensão do ponto central de Paulo na passagem, que é a limitação baseada em gênero que ele coloca sobre a participação da mulher no culto.

5. O ensino de Paulo se aplica hoje?

Evidentemente, os igualitaristas têm procurado se livrar das implicações desta passagem, e tentado alternativas quanto à sua interpretação. Na verdade, alguns simplesmente se recusam a trazer a passagem para o debate alegando que o problema que levou Paulo a dizer o que disse foi causado pela cultura da época, e pelas circunstâncias da cidade de Corinto. Outros ainda insistem que Paulo estava influenciado pela cultura patriarcal da sua época, que suas palavras são condicionadas culturalmente, e portanto, inadequadas para as culturas e sociedades posmodernas do fim do século XX.
Existem algumas deficiências com estas tentativas. Primeira, não fazem a distinção entre o princípio teológico supra cultural e a expressão cultural deste princípio. Enquanto que o uso do véu é claramente um costume cultural, ao mesmo tempo expressa um princípio que não está condicionado a nenhuma cultura em particular, que é o da diferença fundamental entre o homem e a mulher. O que Paulo está defendendo é a vigência desta diferença no culto público — o véu é apenas a forma pela qual isto ocorreria normalmente em cidades gregas do século I. Segunda, Paulo defende a participação diferenciada da mulher no culto usando argumentos permanentes, que transcendem cultura, tempo e sociedade, como a distribuição ou economia da Trindade (1 Co 11.3) e o modo pelo qual Deus criou o homem (1 Co 11.8-9). Acresce ainda que Paulo defende o uso do véu em Corinto apelando para o costume das igrejas cristãs em geral (1 Co 11.16), o que indica que o uso do véu não era prática restrita apenas à igreja de Corinto, mas de todas as igrejas cristãs espalhadas pelo mundo grego.

6. Autoridade ou fonte?

Um ataque desfechado contra a passagem é que a palavra kefalh/ no verso 3 não significa "cabeça" e sim "fonte" ou "origem".(19)  Segundo esta interpretação, Paulo estaria dizendo, não que Deus tem autoridade sobre Cristo, e o homem sobre a mulher, mas que Deus é a fonte da qual Cristo procede, e que o homem é afonte da qual a mulher procedeu. Assim, a idéia de "autoridade" é removida da passagem, ou pelo menos domesticada.
Entretanto, há vários fatos que militam contra a probabilidade de esta interpretação ser a correta: 1) Estudos exaustivos feitos na literatura grega antiga demonstram que kefalh/, na esmagadora maioria de suas ocorrências, significa "cabeça" e não "fonte". Embora em alguns casos kefalh/ possa ter esta tradução, em nenhum deles é absolutamente certo de que "fonte" ou "origem" é o sentido pretendido pelo autor.(20)  2) Na passagem paralela de Efésios 5.22-23 kefalh/ claramente significa "cabeça" no sentido de "ter autoridade sobre". O mesmo encontramos em Efésios 1.22.(21)

7. O subordinacionismo é herético?

Um outro ataque desfechado pelos igualitaristas é contra o conceito de subordinação na doutrina da Trindade, já que Paulo fundamenta a subordinação da mulher à liderança masculina na subordinação de Cristo à Deus Pai (1 Co 11.3). Alguns feministas evangélicos insistem que a doutrina da subordinação na Trindade implica em inferioridade do Filho em relação ao Pai, e que, portanto, é herética. Alguns chegam mesmo a afirmar que o subordinacionismo foi uma heresia rejeitada pela Igreja no século IV.(22)  Mais recentemente, alguns feministas evangélicos têm negado a subordinação do Filho ao Pai.(23)
Estas posições tem sido rejeitadas por estudiosos evangélicos como enganosas. Em seu estudo sobre 1 Coríntios 11, T. Schreiner demonstra como o credo Niceno afirmou a subordinação de funções do Filho ao Pai, e do Espírito ao Pai e ao Filho, sem comprometer a igualdade e a dignidade pessoal entre as pessoas da Trindade. O que a Igreja rejeitou como heresia foi uma forma de subordinacionismo que predicava uma inferioridade de essência entre o Pai, o Filho e o Espírito.(24)
1 Coríntios 11.2-16, portanto, traz implicações quanto ao ministério feminino ordenado que não devem ser ignoradas por aqueles que defendem a ordenação de mulheres a funções eclesiásticas de autoridade e liderança sobre homens. No nosso entender, nenhuma das tentativas dos igualitaristas tem obtido sucesso na domesticação destas implicações.

B. 1 Coríntios 14.33b-38

Esta é uma outra passagem da pena do apóstolo que é de relevância para o debate sobre o ministério feminino ordenado, pois nela Paulo impõe algum tipo de restrição à fala das mulheres na Igreja:
Como em todas as igrejas dos santos, conservem-se as mulheres caladas nas igrejas, porque não lhes é permitido falar; mas estejam submissas como também a lei o determina. Se, porém, querem aprender alguma coisa, interroguem, em casa, a seu próprio marido; porque para a mulher é vergonhoso falar na igreja (1 Co 14.33b-35).

1. O problema textual

Existe um problema textual que temos de enfrentar, antes de podermos trazer esta passagem para o debate. Embora os versos 34-35 apareçam em todos os manuscritos existentes de 1 Coríntios 14, contudo, nas testemunhas ocidentais (manuscritos e versões), aparecem após o verso 40, ao fim do capítulo. A maioria dos estudiosos admite a complicação textual envolvendo estes versos, mas também reconhece que a passagem deve ser original, visto que não é omitida emnenhum dos manuscritos que temos.
O conhecido estudioso Gordon Fee tem dado alguma credibilidade à tese de que estes versos não foram escritos por Paulo, mas são interpolação posterior de um escriba.(25)  Entretanto, a tese de Fee não tem sido aceita pela maioria dos estudiosos, e tem sido respondida à altura por eruditos como D. A. Carson.(26)  Prevalece o consenso de que, apesar das dificuldades textuais, os versos 34-35 foram escritos por Paulo após o verso 33, como atestam os melhores manuscritos.(27)

2. O que Paulo quer dizer por "falar"?

A questão central relacionada com a passagem é que tipo de restrição Paulo está impondo às mulheres. Essa restrição não parece ser absoluta, ao ponto de reduzir as mulheres ao silêncio total nos cultos, já que ele, em 1 Coríntios 11.5, deixa a entender que elas poderiam orar e profetizar durante as reuniões, desde que se apresentassem de forma própria, refletindo que estavam debaixo da autoridade masculina.(28)  A dificuldade é que "falar" é um termo bem genérico ( lale/w), e Paulo não coloca qualquer qualificação ao mesmo. Para alguns, Paulo está proibindo que as mulheres falem em línguas; outros, que elas conversem em voz alta durante os cultos. Mas estas proibições se poderiam estender também aos homens — por que não? No entanto, transparece que a proibição de Paulo leva em conta o gênero. Ainda outros pensam que a proibição refere-se apenas às mulheres casadas. Nenhuma destas interpretações é realmente convincente; todas elas têm sido refutadas habilmente por estudiosos.(29)
No meu entender, a interpretação que traz menos problemas é a que defende que Paulo tem em mente um tipo de "fala" pelas mulheres nas igrejas que implique em uma posição de autoridade eclesiástica sobre os homens crentes. Elas podiam falar nos cultos, mas não de forma a parecer insubmissas, cf. v.34b. No contexto imediato Paulo fala do julgamento dos profetas no culto (v. 29), o que envolveria certamente questionamentos, e mesmo a correção dos profetas por parte da igreja reunida. Paulo está possivelmente proibindo que as mulheres questionem ou ensinem os profetas (certamente haveria homens entre eles) em público. Se elas tivessem dúvidas quanto ao que foi dito por um ou mais profetas, as casadas entre elas deveriam esclarecê-las em casa, com os maridos (se fossem crentes, naturalmente), cf. v. 35.

3. O ensino de Paulo se aplica hoje?

A determinação de Paulo está de acordo com o espírito cristão em todas as demais igrejas, 14.33b. Portanto, não é paroquial, apenas para a situação da igreja de Corinto. Está conforme a "lei", uma provável referência às Escrituras, onde claramente se ensina que Deus atribuiu ao homem e à mulher papéis diferentes na família e na igreja, 14.34b. E as igrejas de Corinto não deveriam se insurgir contra o costume das demais igrejas e contra o ensino apostólico, 14.36-38. Elas não eram a "igreja mãe", de onde a Palavra de Deus havia surgido, 14.36. Seus líderes, os profetas e os "espirituais", deveriam reconhecer a autoridade apostólica de Paulo e se submeter ao seu ensino sobre este assunto, 14.37-38. Fica evidente que Paulo está estabelecendo um princípio permanente para as igrejas, e não apenas fazendo jurisprudência teológica local.
A passagem assim entendida está em consonância com 1 Coríntios 11, onde Paulo faz uma diferença entre a participação do homem e da mulher no culto. Enquanto que ali Paulo requer delas que se apresentem submissas à liderança masculina, aqui no capítulo 14 determina-lhes que não falem de forma a parecer que estão na liderança. As implicações destas passagens para o debate acerca da ordenação feminina são claras. Elas deixam claro que Paulo não era um igualitarista.

ORDENAÇÃO FEMININA É BIBLICA?



Rev. Augustos Nicodemus neste artigo revela com propriedade a luz da bíblia se a ordenação feminina tem respaldo ou não. Acompanhe!  

I. Passagens do Novo Testamento Usadas Para Defender a Ordenação Feminina ao Pastorado e Presbiterato

A. Romanos 16.7

As vezes é defendido por igualitaristas que havia mulheres na Igreja primitiva que funcionavam como apóstolos. A passagem usada para avançar este ponto é Romanos 16.7, onde Paulo, em sua saudação à Igreja de Roma, menciona uma pessoa por nome Júnias:
Saudai a Andrônico e a Júnias, meus parentes e companheiros de prisão, os quais são notáveis entre os apóstolos, e estavam em Cristo antes de mim (Rm 16.7).
Os defensores desta tese argumentam que Júnias é um nome feminino, e que a mulher com este nome era uma "apóstola", em pé de igualdade com Andrônico. Do ponto de vista dos defensores da ordenação feminina, a passagem prova que Paulo reconhecia que uma mulher pode exercer uma posição de autoridade sobre homens na Igreja apostólica. E se elas eram admitidas ao apostolado, obviamente o eram a cargos eclesiásticos, como presbiterato e pastorado.
Mas não é tão simples assim. Há várias questões relacionadas com a interpretação deste texto. A primeira questão depende da solução de um problema textual.(6)  Existem três variantes do nome Júnias nos manuscritos gregos de Romanos 16.7. As duas primeiras divergem quanto à acentuação da palavra Júnias no grego: (1)Iounia=n, que seria o acusativo de Iounia=j, (Júnia) masculino; (2) Iouni/an, que seria o acusativo de Iouni/a, (Júnia) feminino. A terceira variante é Iouli/an, que corresponderia ao feminino Júlia.
A segunda questão depende da interpretação da expressão "notável entre os apóstolos". Significa que Júnias era um dos apóstolos, já antes de Paulo, e um apóstolo notável? Ou apenas que os apóstolos, antes de Paulo, tinham Júnias em alta conta? As questões mencionadas acima são complexas, e sem respostas definitivas. Examinemos uma a uma.

1. Júnias é masculino ou feminino?

A variante melhor atestada, segundo o texto grego da UBS, 4a. edição (e de Nestle-Aland, 27a. edição), é Iounia=n , acusativo de Júnia, masculino (atestada pelos manuscritos ) A B* C D* F G P, embora sem acentos). A variante (Júlia) é fracamente atestada, aparecendo apenas no p46 e em algumas versões antigas.
Numa pesquisa feita por computador nos escritos gregos existentes desde a época de Homero (século 9 A.C.) até o século 5 D.C. foram achadas apenas três ocorrências do nome Júnias, além de Romanos 16.7. Plutarco cita uma irmã de Brutus, chamada Júnias; Epifânio, o bispo de Salamina em Chipre, mencionaJúnias de Romanos 16.7 como sendo um homem que veio a ocupar o bispado de Apaméia da Síria; e João Crisóstomo se refere a Júnias de Romanos 16.7 como sendo uma irmã notável até mesmo aos olhos dos apóstolos.(7) 
Os resultados são inconclusivos. Parece evidente que Júnias era nome tanto de homem quanto de mulher no período neo-testamentário. O problema é que não sabemos em que gênero Paulo o usou em Romanos 16.7. Isto explica o surgimento de variantes divergindo na acentuação, e o surgimento da variante , que é claramente uma tentativa de resolver a ambigüidade.
Se temos de tomar uma decisão, devemos dar mais peso à palavra de Epifânio, pois ele sabe mais sobre Júnias do que Crisóstomo, já que informa que Júnias se tornou bispo de Apaméia. Concorda com isto o testemunho de Orígenes (morto em 252 D.C.), que num comentário em latim à carta aos Romanos se refere aJúnias no masculino.(8) 
Nomes gregos masculinos terminando em -aj não são incomuns, mesmo no Novo Testamento: André (Andre/aj , Mt 10.2), Elias (Eli/aj, Mt 11.14) e Zacarias (Zaxari/aj, Lc 1.5).(9)  Para alguns comentaristas, Júnias é a abreviação de Junianius, um nome masculino — mas não há evidências claras disto. A conclusão é que não podemos saber com certeza se Júnias era uma mulher — mais provavelmente era um homem. É por isto que a maioria das traduções modernas, onde possível, traduzem Júnias como masculino (e não Júnia, feminino).(10) 

2. Era Júnias um(a) apóstolo(a)?

Mais uma vez perguntamos, é possível termos uma resposta definida para a pergunta "era Júnias um(a) apóstolo(a)?" Gramaticalmente, a expressão "os quais são notáveis entre os apóstolos" (oi(/tine/j ei)sin e)pi/shmoi e)n toi=a)posto/loij) tanto pode indicar que Andrônico e Júnias eram apóstolos, quanto que eram tidos em alta conta pelos apóstolos existentes. E mesmo que aceitemos que eram apóstolos, ainda resta o fato de que a palavra apóstolo no Novo Testamento é usada, não somente para os Doze, para Paulo, e para algumas pessoas associadas a ele, como Barnabé, Silas e Timóteo (cf. At 14.14; 1 Ts 2.6), mas para mensageiros e enviados (este é o sentido primário de a)po/stoloj) de igrejas locais, como Epafrodito (Fp 2.25) e uns irmãos mencionados em 2 Coríntios 8.23. Estes não parecem exercer governo ou autoridade sobre as igrejas locais, eram simplesmente enviados por elas. Portanto, se Andrônico e Júnias eram apóstolos, deveriam pertencer a este tipo de mensageiros das igrejas locais, com um ministério itinerante. Estes "apóstolos" não tinham autoridade de governo em igrejas locais; antes, eram enviados por elas para desempenhar diferentes funções como representantes ou emissários.
Em última análise, só podemos afirmar com certeza, a partir de Romanos 16.7, que, quem quer que tenha sido, Júnias era uma pessoa tida em alta conta por Paulo, e que ajudou o apóstolo em seu ministério. Não se pode afirmar com segurança que era uma mulher, nem que era uma "apóstola", e muito menos uma como os Doze ou Paulo.(11) 
A passagem, portanto, não serve como evidência bíblica para a ordenação feminina no período apostólico. E essa conclusão está em harmonia com o fato de que Jesus não escolheu mulheres para serem apóstolos. Não há nenhuma referência indisputável a uma "apóstola" no Novo Testamento.(12) 

B. Gálatas 3.28

Esta passagem, aclamada pelos feministas como a "Carta Magna da Humanidade",(13)  é, sem dúvida, a mais usada pelos defensores da ordenação de pastoras e presbíteras:
Dessarte, não pode haver judeu nem grego; nem escravo nem liberto; nem homem nem mulher; porque todos vós sois um em Cristo.
A abordagem igualitarista tradicional desta passagem interpreta a expressão "porque todos vós sois um em Cristo Jesus" ( pa/ntej ga\r u(mei=j ei(=j e)ste e)n Xrist%= )Ihsou=) como significando "porque todos vós sois iguais em Cristo Jesus". Ou seja, interpretam o adjetivo pronominal cardinal e(=ij ("um") no sentido de "igual". De acordo com os igualitaristas, esta passagem mostra, então, que estão abolidas todas as diferenças na Igreja provocadas por raça, posição social e sexo. Com a vinda de Cristo, acabou-se a distinção entre judeus e gentios, entre escravos e livres, e entre homens e mulheres: todos são aceitos na Igreja, inclusive para exercer atividades, como iguais.(14)  Assim, argumentam, em Cristo voltamos ao propósito original de Deus na criação, que foi a plena igualdade entre o homem e a mulher. A subordinação da mulher ao homem, continuam, foi resultado posterior da queda (Gn 3.16b), e não fazia parte da criação de Deus. Cristo veio abolir a maldição imposta pela queda, e nele todas as dimensões da maldição imposta à mulher quedam-se anuladas. Impedir que as mulheres exerçam o oficialato, argumentam, seria introduzir uma distinção na Igreja baseada em sexo, o que contraria frontalmente o ensino de Paulo nesta passagem.

1. O contexto da passagem

Não se pode discordar de que o Evangelho é o poder de Deus para abolir as injustiças, o preconceito, a opressão, o racismo, a discriminação social, bem como a exploração machista. E nem se pode discordar de que Cristo veio nos resgatar da maldição imposta pela queda. A pergunta é se Paulo está falando da abolição da subordinação feminina e de igualdade de funções nesta passagem, ou seja, se está dizendo que as mulheres podem exercer os mesmos cargos e funções que os homens na Igreja, já que são todos aceitos sem distinção por Deus através de Cristo, pela fé.
A interpretação igualitarista de Gálatas 3.28 esbarra em alguns problemas exegéticos. Primeiro, o do contexto. Paulo escreveu Gálatas para responder a questões levantadas pela doutrina da justificação pela fé em Cristo em face às demandas da lei de Moisés, e ao papel da circuncisão, do calendário religioso dos judeus, e das suas leis dietárias. No capítulo 3 Paulo está expondo o papel da lei de Moisés dentro da história da salvação, que foi o de servir de aio, para nos conduzir a Cristo (Gl 3.23-24). Com a vinda de Cristo, continua o apóstolo, os da fé não mais estão subordinados à lei de Moisés: pelo batismo pertencem a Cristo (3.25-27). A abolição das diferenças mencionadas no versículo em questão (3.28) são em relação à justificação pela fé. Todos, independente da sua raça, cor, posição social e sexo, são recebidos por Deus da mesma maneira: pela fé em Cristo. Portanto, Gálatas 3.28 não está tratando do desempenho de papéis na igreja e na família, mas da nossa posição diante de Deus. O assunto de Paulo, portanto, não são as funções que homens e mulheres desempenham na Igreja de Cristo, mas a posição que todos os que crêem desfrutam diante de Deus, isto é, herdeiros de Abraão e filhos de Deus.(15) 

2. Criação e Queda

Uma outra dificuldade com a interpretação igualitarista de Gálatas 3.28 é que parece ignorar que Paulo, às vezes, enraíza a subordinação feminina, não na queda, mas já na própria criação, como por exemplo, em 1 Coríntios 11.7-10 e 1 Timóteo 2.12-15. Para não mencionar quando Paulo argumenta em favor da sujeição da esposa a partir, não da teologia da queda, mas da teologia da própria igreja, da relação entre Cristo e sua igreja, como em Efésios 5.22-24.

3. O significado de "um" em Cristo

O terceiro problema é o de interpretarmos "sois um em Cristo" como significando "sois iguais em Cristo". Numa recente tese de mestrado, Ann Coble demonstrou de forma convincente que e(=ij nesta passagem não está implicando igualdade, mas simplesmente unidade.(16)  Após dar exemplos de interpretações desta passagem na história da Igreja (pp. 7-21), ela analisa e critica a interpretação feita pelos progressistas ou igualitários, especialmente Krister Stendahl (pp. 22-37) e a interpretação dos diferencialistas (pp. 38-48). Coble demonstra através de considerações léxicas e exegéticas que Gálatas 3.28 está abordando a questão daunidade da Igreja, e não de igualdade de funções ou papéis. Ela argumenta que a palavra e(=ij ("um") enfatiza unidade — não igualdade. Se Paulo quisera enfatizar igualdade poderia ter usado palavras como i))/soj ("igual") ou i/)so/thj ("igualdade") (pp. 49-58). Sua conclusão é que os estudiosos progressistas ou igualitaristas não podem usar esta passagem como um texto chave na afirmação de oportunidades de ordenação eclesiástica idênticas para homens e mulheres.

4. O Evangelho e as "duas eras"

Uma outra dificuldade é ver nesta passagem Paulo ensinando que a subordinação imposta à mulher como castigo (Gn 3.16b) é plenamente removida em Cristo aqui e agora. A pergunta é se Paulo ensina nesta passagem — ou em qualquer outra do Novo Testamento — que Cristo já aboliu na presente era, total e plenamente, os efeitos do pecado e os castigos impostos por Deus ao homem e à mulher, quando primeiro pecaram. O ensino de Paulo sobre este assunto — ou mesmo qualquer outro — melhor entende-se da perspectiva da história da redenção, especialmente do ensino sobre as duas eras; ou seja, que em sua primeira vinda Cristo inaugurou a era vindoura, o mundo porvir, sem abolir a era presente, como os Judeus esperavam. A era vindoura inaugurada por Cristo se sobrepõe à presente, e coexistem em tensão até a consumação. No tempo presente da sobreposição das duas, quase todos os aspectos do Reino já são antecipados de forma incipiente (escatologia inaugurada). Os crentes já desfrutam das virtudes do mundo vindouro, e gozam antecipadamente dos benefícios conquistados por Cristo.
Por outro lado, Paulo reconhece que há ainda aspectos ou dimensões da era vindoura que aguardam pleno cumprimento na parousia — é o "ainda não" da escatologia futura. Assim, Cristo já reina, mas nem tudo está já a ele sujeito (Hb 2.8b); já temos a vida eterna, e já fomos ressuscitados com Cristo, mas ainda não estamos livres da morte imposta por Deus a Adão em Gênesis 3.17 (1 Co 15.20-28). A nova criação (cf. kti/sij, 2 Co 5.17) já foi inaugurada, mas ainda não vemos a presente criação liberta do cativeiro da corrupção (Rm 8.8-25); Satanás já foi derrotado, conforme prometido em Gênesis 3.15, mas ainda será destruído (Rm 16.20). Os crentes já entraram no descanso de Deus (Hb 4.1-13), mas ainda não estão isentos do trabalho árduo ao qual a humanidade foi submetida após a Queda (Gn 3.17-19). As mulheres cristãs ainda não estão livres dos sofrimentos do parto, por estarem em Cristo, e nem igualmente deveriam esperar isenção da subordinação imposta na queda, por serem crentes. A plena redenção destas coisas, e das demais que ainda afligem os cristãos, homens e mulheres, ocorrerão plenamente na parousia, quando o Senhor Jesus trouxer em plenitude o Reino de Deus.
Afirmar a abolição evangélica da subordinação feminina, enquanto as demais dimensões do castigo divino claramente estão em vigor, é exegese preconceituosa. Os homens bem que poderiam reivindicar a abolição do castigo de trabalhar duro para poder viver! E as mulheres bem que poderiam reivindicar, já, a abolição das dores de parto!
Portanto, não se pode usar Gálatas 3.28 como lema do igualitarismo sem que se faça violência ao seu contexto original, sem que se ignore a teologia paulina das duas eras e da criação do homem e da mulher.

C. Atos 2.16-18

Esta passagem é parte do sermão de Pedro, no dia de Pentecostes, quando ele cita o profeta Joel para explicar o que acabara de acontecer consigo, e com os demais discípulos de Jesus em Jerusalém, quando o Espírito Santo veio sobre eles (At 2.1-4). Citando Joel, Pedro diz:
E acontecerá nos últimos dias, diz o Senhor, que derramarei do meu Espírito sobre toda a carne; vossos filhos e vossas filhas profetizarão, vossos jovens terão visões, e sonharão vossos velhos; até sobre os meus servos e sobre as minhas servas derramarei do meu Espírito naqueles dias, e profetizarão (At 2.17-18 - minha ênfase).
Os igualitaristas observam que a profecia de Joel citada por Pedro inclui as filhas e as servas, tanto quanto os filhos e servos, na recepção do dom do Espírito Santo. E argumentam que não pode haver qualquer distinção quanto ao serviço a Deus baseada em sexo, já que as mulheres receberam o mesmo Espírito (e certamente, os mesmos dons) que os homens, o qual foi dado para capacitar a Igreja ao serviço.
A argumentação prossegue mostrando que na igreja apostólica as mulheres oravam, profetizavam (cf. At 21.9, as quatro filhas de Felipe que eram profetizas), falavam em línguas, serviam (Rm 16.1, Febe), evangelizavam, tanto quanto os homens. Algumas tinham igrejas reunidas em suas casas (At 12.12). Priscila, por exemplo, chegou a ensinar a Apolo o caminho de Deus com mais exatidão (At 18.26). Pentecostes, argumentam, é a abolição das distinções de gênero na Igreja, pois ao dar às mulheres o mesmo Espírito que aos homens, Deus mostrou que elas devem ser admitidas aos mesmos níveis de serviço que eles.
Mas não é tão simples como parece. Se as mulheres exerceram os mesmos ministérios que os homens no período da Igreja apostólica, por que não há nenhuma menção no Novo Testamento de apóstolas, presbíteras, pastoras ou bispas? Por que não há qualquer recomendação de Paulo quanto à ordenação de mulheres, quando instrui Timóteo e Tito quanto à ordenação de presbíteros? Basta uma leitura superficial das qualificações exigidas por Paulo em 1 Timóteo 3.1-7 e Tito 1.5-9 para se ter a impressão de que o apóstolo tinha em mente a ordenação de homens: o oficial deve ser marido de uma só esposa, deve governar bem a sua casa e seus filhos (função do homem, nos escritos de Paulo, cf. Efésios 5.22-24).

1. Dons miraculosos e oficialato

Mas a pergunta chave é se a passagem de Atos 2.17-18 é uma autorização para que se recebam mulheres como oficiais da Igreja. Existem algumas dificuldades em se interpretar a passagem desta forma. Em primeiro lugar, os fenômenos associados por Joel e Pedro ao derramamento do Espírito nos últimos dias, como profecia, sonhos e visões, e que são ditos que seriam concedidos às mulheres, não estão ligados no Novo Testamento ao presbiterato ou pastorado, e portanto, poderiam ocorrer sem que as pessoas envolvidas (homens ou mulheres) fossem ordenadas. Havia profetizas na igreja apostólica, como as quatro filhas de Filipe (At 21.9; cf. 1 Co 11.5), mas não lemos que eram presbíteras ou pastoras. Embora não tenhamos notícia no Novo Testamento de mulheres tendo visões ou sonhos em decorrência do derramamento do Espírito (e nem de homens, diga-se também), não é impossível que haja acontecido; mas, neste caso, com certeza, não estava restrito a pastores e presbíteros. Meu ponto é que as manifestações carismáticas mencionadas em Atos 2.17-18 (profecia, sonhos, visões) e estendidas às filhas e servas (mulheres crentes) não exigem a ordenação ao ministério ou presbiterato daqueles que as recebem.

2. A base do oficialato no Novo Testamento

Uma outra dificuldade é o conceito que está por detrás da interpretação igualitarista desta passagem, ou seja, que a recepção de todos os dons do Espírito (especialmente os dons relacionados com o ensino) por parte das mulheres implica que elas deverão ser reconhecidas e ordenadas pelas igrejas como tais. Insistem os igualitaristas que, já que o Espírito as capacitou, a Igreja não lhes deveria negar reconhecimento oficial através da ordenação.
A grande dificuldade é demonstrar biblicamente que na igreja apostólica este ponto foi reconhecido. Como explicar, por exemplo, que embora Paulo reconhecesse que as mulheres poderiam profetizar durante os cultos, tanto quanto os homens, entretanto, impõe-lhes uma participação diferenciada destes no ato de profetizar? Se o dom profético daria às mulheres igualdade com os homens nas funções litúrgicas, por que exigir-lhes que orem e profetizem com a cabeça coberta, expressão cultural de que estavam debaixo de autoridade? (1 Co 11.3-15).
Além do mais, não está claro que no Novo Testamento o acesso ao oficialato era baseado exclusivamente na posse dos dons espirituais, ou que pessoas dotadas espiritualmente eram necessariamente ordenadas. Não nos parece ser este sempre o caso. Embora a aptidão para ensinar (dom de ensino/mestre? Cf. Rm 12.7; Ef 4.11) e capacidade de governar (1 Tm 3.4-5; dom de governo? Rm 12.8) sejam requisitos claros nas duas únicas listas que temos no Novo Testamento das qualificações dos presbíteros e pastores (cf. 1 Tm 3.2; Tt 1.9), não há evidências no Novo Testamento de que todos que tinham estas capacidades (ou dons) tivessem de ser, necessariamente, ordenados.
A interpretação igualitarista das três passagens examinadas acima não é convincente. Embora estas passagens mostrem que as mulheres tiveram papel importante no nascimento e desenvolvimento da Igreja cristã, não mostram que elas tiveram de ser ordenadas para isto. Demonstram que as mulheres cristãs, juntamente com os homens, participam da graça de Deus, e dos dons do Espírito, sem restrições. Entretanto, nada têm a dizer sobre ordenação ao ministério ou ao presbiterato.

E nos dedicaremos à oração e ao ministério da Palavra (Atos 6.4)


 

O título deste post está em Atos 6.4. Eis o contexto:
Naqueles dias, crescendo o número de discípulos, os judeus de fala grega entre eles queixaram-se dos judeus de fala hebraica, porque suas viúvas estavam sendo esquecidas na distribuição diária de alimento. Por isso os Doze reuniram todos os discípulos e disseram: "Não é certo negligenciarmos o ministério da palavra de Deus, a fim de servir às mesas. Irmãos, escolham entre vocês sete homens de bom testemunho, cheios do Espírito e de sabedoria. Passaremos a eles essa tarefa e nos dedicaremos à oração e ao ministério da palavra". Tal proposta agradou a todos. (At 6.1-5a NVI)

Nesta semana, meu pastor, Fernando Leite, chamou-me à atenção com a seguinte pergunta: "quando os apóstolos escolheram pessoas para lhes ajudar, qual foi o objetivo?"

A resposta é clara no texto. Os apóstolos de Jesus (os Doze - v.2) corriam o risco de negligenciar o ministério da palavra de Deus, ou seja, o serviço do ensino/proclamação das Escrituras/da Verdade. Por isso, eles escolheram sete homens de bom testemunho, cheios do Espírito e de sabedoria para que os apóstolos pudessem se dedicar à oração e ao ministério da palavra.


Em suma, homens piedosos foram encarregados para servir às mesas para que os Doze pudessem se dedicar à (1)oração e ao (2)ensino da Palavra.

Ao olhar para este texto noto uma simples, porém profunda aplicação: como líder, tenho me dedicado corretamente à oração? Tenho me dedicado corretamente ao ministério da Palavra?

Caro amigo líder em sua igreja local, você tem se dedicado à oração? E ao ensino das Escrituras? Oro agora para que cada líder em sua comunidade eclesiástica, à semelhança do texto bíblico, possa se dedicar mais à oração e ao ministério da Palavra - não negligencie isto!


Por T. Zambelli